Deslocamentos e identidade em A filha perdida, de Elena Ferrante
representações das experiências sociais femininas
Mots-clés :
Identidade, Crítica literária feminista, Elena FerranteRésumé
Este artigo propõe um recorte de análise do romance A filha perdida, de Elena Ferrante, a partir da perspectiva da crítica literária feminista, suscitando temas como maternidade, divisão sexual do trabalho e hierarquização de gêneros, com base nos trabalhos de Zolin (2009), Fraser (2019) e Kergoat (2009). A obra de Ferrante traz para o centro da narrativa a condição do abandono materno, enfatizando os conflitos internos pelos quais a protagonista Leda passa ao tentar lidar com a maternidade e com as limitações que lhe são impostas nessa nova condição. Nosso interesse de pesquisa está em mostrar como Ferrante constrói uma personagem que representa parte das experiências sociais femininas e que escolhe romper com as expectativas sociais impostas às mulheres ao priorizar sua posição como mulher em detrimento da posição como mãe.
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© Jéssica Dametta 2025

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